Adeus Ano Velho e vida velha - Feliz Ano Novo


Há pouco dias do final do ano, faço uma retrospectiva do que aconteceu nesse ano de 2008.


O fato mais marcante, inevitavelmente, e que marcou o início de diversas mudanças na minha vida foi o término do namoro de quase 6 anos e que era quase um casamento. Ninguém da minha família, do meu círculo de amizades e nem eu mesma imaginava que fosse terminar da forma que terminou. Minha família gostava muito dele, ele viajava com minha família, conhecia os meus avós, passava muito tempo na minha casa no início, depois eu passei a ficar muito tempo na casa dele. De repente ele passou a me tratar de forma diferente, pediu um tempo e num belo dia resolveu não falar mais comigo. Fiquei muito mal. Terminamos de vez por iniciativa minha que procurei ele para conversar e dar um basta naquela situação rídicula.


Comecei a fazer terapia e no início tomei remédios para me reequilibrar.

Descobri que sou mais forte do que demonstrava ser para algumas pessoas. Passei a me valorizar mais, a valorizar mais minha família e meus amigos que estiveram ao meu lado o tempo todo. Passei a viver a minha vida que eu não vivi durante quase 6 anos, fazendo as coisas que eu tinha vontade, mas não fazia para não desagradar o ex nem sua família. Passei a cuidar mais de mim e a só fazer o que me interessa, sem me preocupar em agradar ninguém.


Percebi que idealizei demais, que sonhei demais e que o relacionamento que eu achava perfeito foi , sobretudo, prejudicial a mim mesma. Perdi 6 anos da minha vida deixando de fazer muitas coisas que gostaria de ter feito (ter saído mais com minhas amigas, ter passado mais tempo ao lado da minha família, ter usado mais maquiagem e roupas menos comportadas das que eu usava com medo dos palpites da sogra evangélica, ter feito minha tatuagem...). Agora preciso me perdoar por isso (meta para 2009 já que até o momento não consegui).


Graças à Deus e ao meu esforço, a dor já passou. Descobri que minha felicidade depende de mim mesma e de mais ninguém. Outra pessoa que estiver ao meu lado só irá complementar.


Já tenho objetivos e planejamento para alcançá-los traçados para 2009. Se o Ano velho foi de mudanças, o Ano Novo será de mudanças maiores do que aquelas.


Desejo a vocês um Ano Novo de muita paz, saúde, amor, alegrias e realizações. Que 2009 seja um ano maravilhoso de mudanças e dias melhores para todos nós.


P.S: Estarei de volta no dia 10/01 com novidades para contar da minha viagem e dos tão desejados dias de folga. Floripa, Balneário de Camboriú e Curitiba me esperam.

Feliz Natal!


Desejo a todos vocês um Feliz Natal.Que essa data seja de muita paz, alegria e de confraternização com a familia e com amigos. Que seja um momento de reflexão e de pensarmos em tudo que fizemos, de pensarmos mais no próximo. Que esse dia não seja o único pretexto para pensarmos no próximo e fazermos algo por ele. Devemos fazer com que esse espírito de caridade e de bondade que o Natal nos traz esteja conosco durante o ano inteiro, sempre.

Meme literário


Vi esse meme no blog Heresia Loira e achei bastante interessante.

1) Livro/ Autor(a) que marcou sua infância: minha paixão por literatura começou na infância. Eu dormia no mesmo quarto que minha vó e todos os dias ela lia para mim. Isso me despertou o gosto pela leitura. Contos de fadas, os livros da coleção "O mundo da criança" (15 volumes) que eram de minha mãe quando ela era criança na década de 60, "O reizinho mandão" de Ruth Rocha e "Lúcia-Já-Vou-Indo" de Maria Heloisa Penteado.

2) Livro/ Autor(a) que marcou sua adolescência: No início da adolescência li alguns dos livros de Paulo Coelho e foi aí que comecei a ter preconceito contra best-sellers.
Os livros que marcaram mesmo foram "Lucíola" (José de Alencar),"Dom Casmurro" (Machado de Assis), "Feliz Ano Novo" (Rubem Fonsceca), "Vidas secas" (Graciliano Ramos),"Mulher no espelho" (Helena Parente Cunha), "Memorial do Convento" (José Saramago) e "Viva o povo brasileiro" (João Ubaldo Ribeiro).

3)Autor(a) que mais admiro: Gabriel García Márquez. O nome do meu blog, que é título de um livro dele, denuncia. Meu livro preferido escrito por ele é Cem Anos de Solidão.

4)Autor(a) contemporâneo:João Ubaldo Ribeiro, Isabel Allende, Gabriel García Márquez (de novo!) e José Saramago.

5)Leu e não gostou: "Bufo & Spallanzani" de Rubem Fonseca, que baseou o roteiro de filme homônimo. Achei a história muito louca. A sinopse do livro é uma mostra disso:"Ivan Canabrava é um detetive da Companhia Panamericana de Seguros que está investigando o caso de um fazendeiro que morreu pouco após fazer um seguro de um milhão de dólares. Desconfiado de que a empresa onde trabalha esteja sendo vítima de uma fraude, Ivan passa a investigar a viúva e descobre, no apartamento do casal, um sapo morto e uma planta exótica. Pesquisando sobre o assunto com a ajuda do cientista Ceresso e a jovem Minolta, Ivan passa então a se envolver cada vez mais com suas investigações, o que desagrada seu chefe." Li até o final para saber qual o sentido, mas continuei sem saber. Totalmente sem pé nem cabeça.
Depois da decepção com esse livro dele, relutei um pouco em ler outros de Rubem Fonseca que já tinha em casa. Li recentemente "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos" e gostei. O próximo dele que pretendo ler é "Agosto", que deu origem a uma minissérie da Globo.

6)Lê e relê: Gostaria de reler tantos livros...Pena que não tenho tempo para isso. Eu li e reli muito alguns trechos do "O Livro dos espíritos" de Allan Kardec (não é literatura, mas acho que está valendo).

7)Mania: Assinar e colocar o ano na primeira página do livro.

Quem se interessar e quiser pode responder o meme.

Capitu

Como muitos leitores apaixonados pela obra de Machado de Assis, aguardei ansiosamente a estréia da minissérie Capitu, dirigida por Luiz Fernando Carvalho (que dirigiu o filme Lavoura Arcaica e as minisséries Hoje é dia de Maria e A Pedra do Reino).
Durante essa semana, a minissérie foi assunto recorrente em diversos blogs, sites e comunidades sobre Machado de Assis no Orkut. Muita expectativa pela estréia de uma adaptação de Dom Casmurro e muitas críticas durante e após a exibição.
O diretor misturou elementos teatrais e cinematográficos e deu um ar contemporâneo com a trilha sonora e com a mistura de imagens do Rio de Janeiro atuais com imagens da cidade no passado.
A mistura agradou a muita gente, mas a outros nem tanto. O fato é que eu gostei.
Fiquei encantada com as imagens e com a fidelidade ao texto de Dom Casmurro. A atuação perfeita dos atores, em especial do Michel Melamed, que deu vida à Bentinho na fase adulta e na sua narração como Dom Casmurro. Letícia Persiles(Capitu adolescente) e Maria Fernanda Cândido(Capitu adulta) traduziram muito bem a mulher enigmática, dona de "olhos de ressaca" e "de cigana oblíqua e dissimulada" que imaginei com a leitura do livro de Machado de Assis há uns 10 anos.
Gostei dos toques teatrais e não achei a trilha sonora inadequada. Ao contrário disso, achei o pop e o rock bastante adequados à proposta do diretor.
E por falar em trilha sonora, eu fiquei emocionada nas cenas em apareciam Capitu e Bentinho e tocava Elephant Gun, do Beirut. Coisa de mulherzinha hipersensível (para não dizer outra coisa)!
Só achei que houve exagero na caracterização de Bentinho e Capitu adolescentes. Tá certo que Bentinho diz que Capitu é muito mais mulher do que ele é homem, mas acho que realmente exageraram. Eu nunca imaginei Capitu tão esperta nem Bentinho tão frágil quanto os que apareceram jovens na minissérie.
Ah! Preciso ler Dom Casmurro novamente.


Em tempo: Quem não assistiu a minissérie pode conferir no Youtube os cinco capítulos. Vale a pena.

Os passos para mudar

Acabei de ler essa semana um livro que meus pais compraram e que achei interessante cujo título é Mudando para Melhor, escrito por Kau Mascarenhas. Não é bem o tipo de leitura que gosto, pois é auto-ajuda, mas achei muito bom. Talvez porque eu esteja nessa fase de mudanças mais profundas e necessárias na minha vida.
O livro fala de transformações em diversos aspectos, do desapego, do perdão, dos objetivos, do planejamento e da programação neurolingüísica como instrumento para as mudanças.
Cheio de reflexões, exercícios e visualizações que dão um certo estímulo para o início dessas transformações.
Na verdade, muito do que eu li já tinha visto,trabalhado na terapia e ainda estou trabalhando.
Gostei muito de um texto do final do livro (um conto) que mostra 5 caminhos para as transformações que se deseja fazer:
1º) Buscar a liberdade para si.
2º)Buscar a liberdade para o outro.
3º)Buscar o perdão para si.
4º)Buscar o perdão para o outro.
5º) O auto descobrimento (ou auto conhecimento). "É algo para ser percebido com a alma."
Adorei a leitura e recomendo mesmo àqueles que, como eu, não gostam do gênero.
Eu percebi que tenho que me perdoar pelos meus erros e perdoar algumas pessoas para seguir em frente. A mágoa está menor, mas ainda existe. Estou me esforçando.


Vai ver se tô lá na esquina!

Tive vontade de dizer isso a um colega nesse final de semana. Faz umas duas semanas que esse cara me persegue, dá sempre um jeitinho de ficar perto, de puxar assunto e de me chamar para sair com ele.
Inventei desculpas, fiquei indiferente, nunca dei a menor atenção, mas ele insiste. Já tá me dando agonia.
Olha o teor da conversa no telefone:
...-Vai fazer o que hoje?
Raquel-Vou fazer o meu trabalho da pós.
...-Quer ir para o cinema?
Raquel-Não vai dar porque eu tenho que eu quero terminar esse trabalho logo.
...-Por que você não faz amanhã?
Raquel-Porque eu estarei em outra cidade e não estarei com computador para fazê-lo.
...-Eu te empresto o meu notebook.
Raquel-Não precisa.
...-Amanhã você vai fazer alguma coisa?
Raquel-Vou sair com uma amiga que chegou de viagem.
...-Não quer sair amanhã não?
Raquel- Não vai dar. Vou ter que desligar agora. Amanhã a gente se fala na aula. Beijos. Tchau.
No dia seguinte pela manhã fiz questão de sentar ao lado de uma colega e ocupar a cadeira que estava do outro lado com minha bolsa para evitar que a pessoa quisesse sentar ao meu lado. Depois do intervalo, o cara passa por mim e fala que trouxe o notebook para me emprestar. Eu quase morro. Sai de fininho antes do término da aula para evitar a figura.
Ele me ligou de noite, não atendi nem retornei a ligação. Espero que ele tenha se tocado.

Mais um absurdo no Judiciário baiano e selo

Fiquei estarrecida hoje ao ligar a televisão e ver no noticiário que o Ministro Gilson Dipp, corregedor nacional de Justiça (aquele que apurou as irregularidades do Judiciário baiano de que falei em outro post) proibiu a compra pelo Tribunal de Justiça de quatro tapetes persas que custam R$ 48.650,00. A licitação exigia que os tapetes fossem fabricados no Irã, na Índia e no norte da Turquia que fossem em pura lã. Os mesmos serviriam para decorar a Assessoria de Relações Públicas e o Cerimonial do Tribunal de Justiça. O TJ-BA dispunha de R$ 21.843,72 para a compra dos tapetes.


A presidente do Tribunal de Justiça, Silvia Zarif, determinou a suspensão da licitação assim que recebeu o ofício enviado pelo Ministro.


No ofício o Ministro relata que lhe causa estranheza o fato de se realizar uma licitação para compra de tapetes persas quando há vários problemas graves a se solucionar no Judiciário baiano que demandam investimento em compra de materiais, em melhorias estruturais e na capacitação dos serventuários.


“Parece-nos que a gravidade da situação ainda não foi compreendida em toda a sua extensão pelos gestores daquele Tribunal”, relata Dipp.

De fato, a gravidade da situação ainda não foi compreendida por aqueles que administram o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, mas tanto os baianos que precisam do Judiciário, quanto o Ministro Gilson Dipp esperam que eles se dêem conta e invistam corretamente a verba de que dispõem para corrigir os diversos problemas apontados no relatório.

Como dizia o Governador Otávio Mangabeira, "pense num absurdo, na Bahia tem precedentes".


Aproveito para agradecer a R do Teu Lugar pelo selo.



Repasso para:

Blog da Mulher Diferente

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